Joanna de Ângelis

JOANNA DE ÂNGELIS

Bibliografia da Veneranda

São bem escassas as informações sobre a situação atual de Joanna de Ângelis na espiritualidade. Sabemos que trata-se de um Espírito de elevadíssimas aquisições espirituais e que possui profundas raízes literárias e poéticas, como podemos perceber em encarnações anteriores e através de seus livros.
Poucas pessoas sabem, mas Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade quando do trabalho de implantação da Doutrina Consoladora em nosso plano. No livro “Após a Tempestade”, em sua última mensagem, Joanna faz uma referência a esta tarefa nos seguintes termos: “Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, quando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino.”
Após a compilação e organização magistralmente elaborada por Allan Kardec, chegaram à edição final de O Evangelho Segundo o Espiritismo duas mensagens de Joanna de Ângelis, modestamente assinadas como “Um Espírito Amigo”:
No Cap. IX, item 7, intitulada “A Paciência”, psicografada em Havre, 1862;
No Cap. XVIII, itens 13 e 15, intitulada “Dar-se-á Àquele que Tem”, na cidade de Bordéus, também em 1862. Quanto às suas encarnações passadas, as informações que a espiritualidade e o próprio Espírito nos permitem tomar conhecimento ainda são um pouco vagas.
Na obra “A veneranda Joanna de Ângelis” (Salvador: LEAL, 1987), os autores Celeste Santos e Divaldo Franco defendem que esse Espírito teria sido, em uma de suas encarnações, Joana de Cusa – uma das mulheres que acompanhavam Jesus no momento da crucificação. (Vide também: Boa Nova – Humberto de Campos/Chico Xavier, FEB)

Atribuem-se ainda a ela as seguintes personalidades históricas:

Santa Clara de Assis

(1194-1253) que viveu no século XIII, seguidora de São Francisco de Assis e fundadora da Ordem das Clarissas (obs: ainda sem confirmação).

Juana Inés de La Cruz

(1651-1695) (pseudônimo religioso da poetisa mexicana Juana de Asbaje, que viveu durante o século XVII).

Joanna Angélica de Jesus

(1761-1822), também sóror e depois abadessa que viveu no início do século XIX e protagonizou doloroso drama na Independência da Bahia.